
Quer saber a verdade: 2026 não começa pedindo velocidade. Começa exigindo critério. Sabe o que isso quer dizer?
Empresários e líderes entram neste novo ciclo diante de um cenário menos previsível, mais pressionado e com decisões cada vez mais expostas.
A economia segue instável. A tecnologia avança sem pausa. As expectativas sobre empresas e lideranças se tornaram mais sofisticadas. É como se estivéssemos sob pressão!
Nesse contexto, a governança corporativa deixa de ser um tema técnico. Ela passa a ser um fator direto de competitividade, perenidade e proteção do negócio.
Conselhos de administração e conselhos consultivos assumem um papel ainda mais estratégico: ajudar empresas a decidir melhor, com visão de longo prazo, mesmo em ambientes de incerteza. Entenda o que deve estar no radar. Boa leitura!
O que muda na prática para conselhos e líderes
As transformações em curso não são pontuais. Elas afetam a forma como decisões são discutidas, como os riscos são avaliados e como o valor é sustentado ao longo do tempo.
Governança, agora, é movimento. Por isso, exige revisão constante, e, claro, capacidade de adaptação.
Os conselhos que prosperarão em 2026 serão aqueles que conseguirem equilibrar experiência e inovação, disciplina e flexibilidade, controle e visão estratégica.
A seguir, destacamos cinco tendências que devem orientar as agendas dos conselhos no próximo ano.
Um novo modelo de engajamento com acionistas
A relação entre empresas e acionistas está passando por uma reconfiguração relevante.
Mudanças regulatórias recentes vêm alterando como investidores se posicionam, como propostas são avaliadas e como o diálogo acontece. O ambiente se torna menos padronizado e mais dinâmico.
Para conselhos de administração, isso exige uma postura mais ativa. Menos dependência de interações formais. Mais atenção ao relacionamento contínuo.
Empresas precisarão criar novos espaços de escuta, reforçar vínculos com investidores estratégicos e garantir alinhamento entre gestão, área de relações com investidores e conselho.
A confiança passa a ser construída ao longo do tempo, não apenas em assembleias.
Inteligência artificial entra definitivamente na agenda do conselho
A inteligência artificial já influencia decisões estratégicas. E a sala de reuniões não está fora disso.
De acordo com pesquisa recente da PwC com diretores, 35% dos membros do conselho afirmam que seus conselhos já integraram a IA (incluindo IA generativa) em suas atividades de supervisão.
Na prática, isso quer dizer que os conselhos começam a utilizar IA para analisar grandes volumes de informação, comparar cenários, identificar padrões e apoiar discussões complexas.
O benefício é claro: decisões mais bem informadas e debates mais qualificados.
Ainda assim, o alerta permanece. IA é uma ferramenta complementar. Não é juízo, e, principalmente, não substitui a experiência dos conselheiros.
O desafio da governança corporativa em 2026 será estabelecer critérios claros para o uso responsável da tecnologia, protegendo dados sensíveis e evitando vieses.
Governança digital passa a ser parte da governança tradicional.
Avaliação de conselho como instrumento real de evolução
A efetividade dos conselhos está cada vez mais em evidência. Avaliações anuais continuam sendo importantes, mas já não basta cumprir protocolo.
Conselhos mais maduros buscam avaliações que gerem aprendizado, ajustes de comportamento e melhoria contínua.
Isso inclui avaliações individuais, uso de facilitadores externos e, principalmente, planos de ação claros após o diagnóstico.
Quando bem conduzida, a avaliação deixa de ser constrangimento e passa a ser alavanca de desempenho. Para empresários e líderes, esse é um sinal claro de seriedade e compromisso com boas práticas de governança.
Fusões e aquisições voltam ao centro da estratégia
Após um período de retração, o mercado de fusões e aquisições volta a ganhar força.
Empresas buscam crescimento por meio de aquisições em áreas como tecnologia, infraestrutura digital e transição energética. O movimento exige atenção redobrada dos conselhos.
Cada transação precisa fazer sentido estratégico. Cada investimento precisa respeitar critérios claros.Cada decisão deve proteger o valor no longo prazo.
Governança forte evita decisões impulsivas e ajuda a manter disciplina em ambientes aquecidos. O papel do conselho é garantir que o crescimento não venha acompanhado de riscos desnecessários.
Sucessão de CEO como pauta permanente de governança
A rotatividade de CEOs segue elevada e tende a continuar pressionando conselhos.
Em vez de tratar a sucessão como resposta a crises, conselhos mais preparados transformam o tema em discussão recorrente. Sucessão deixa de ser evento, passa a ser processo.
Isso envolve mapear talentos, revisar perfis de liderança, alinhar expectativas com a estratégia da empresa e manter diálogo aberto com o CEO atual.
Preparar a próxima liderança é uma das maiores responsabilidades de um conselho comprometido com a continuidade do negócio.
Governança como diferencial competitivo
As tendências de governança corporativa para 2026 apontam para uma conclusão clara: boas decisões serão o maior ativo das empresas.
Conselhos bem estruturados ajudam empresários a reduzir riscos, ampliar perspectivas e sustentar o crescimento com consistência.
Vale lembrar e reforçar, a governança não limita, muito pelo contrário, orienta.
Quer uma dica? Continue acompanhando os conteúdos do ABI para aprofundar essas discussões e fortalecer a tomada de decisão nas organizações.













