Governança Familiar: quando e por que acionar o Conselho Consultivo

Governança Familiar: quando e por que acionar o Conselho Consultivo

Quando se fala em governança familiar, o conselho consultivo deixa de ser apenas uma ideia para o futuro e se torna uma necessidade imediata.

Os números deixam isso claro: em 2025, empresas familiares representam 90% do total de negócios do país e 65% do PIB, mas ainda enfrentam desafios significativos em sucessão e gestão estratégica. 

Além disso, apesar de 86% das empresas brasileiras planejarem aprimorar sua governança, apenas 30% chegam à terceira geração, sendo a falta de planejamento sucessório o principal entrave. 

Por isso, instrumentos como protocolo familiar e profissionalização da gestão são essenciais para garantir a longevidade do negócio. É nesse cenário que o conselho consultivo se destaca. 

É ele quem contribui para uma sucessão harmônica, ajuda a resolver conflitos e promove o desenvolvimento de competências entre os membros da família

Neste artigo, você irá compreender o que é governança familiar, por que ela é tão importante e como o conselho consultivo pode transformar a gestão e permitir a continuidade do seu negócio. Boa leitura! 

O que é a governança familiar e por que ela importa

A governança familiar é um conjunto de práticas, políticas e estruturas que orientam e supervisionam a gestão de uma empresa familiar.

Seu objetivo principal é equilibrar interesses familiares e empresariais, criando um ambiente estruturado para tomadas de decisão seguras e assertivas.

Durante períodos de sucessão, por exemplo, é comum surgirem conflitos entre familiares e membros do conselho, além de dificuldades em estabelecer confiança – levando à ruína. 

Por isso, a governança familiar não é apenas uma formalidade: ela protege o legado, garante a longevidade da empresa e cria condições para que a família e o negócio prosperem juntos. 

E é nesse momento que o conselho consultivo entra como suporte, trazendo experiência externa, visão estratégica e capacidade de mediar tensões.

Benefícios da governança familiar

Adotar práticas de governança familiar vai muito além de criar regras: é uma estratégia para fortalecer negócios e relações familiares. Entre os principais benefícios, destacam-se:

Família unida

Em períodos de sucessão, tensões podem afastar membros da família. A governança ajuda a separar questões pessoais de decisões empresariais, mantendo vínculos sólidos e saudáveis.

Performance empresarial

Um negócio estruturado combina gestão eficiente e estratégias assertivas, assegurando maior competitividade, lucratividade e capacidade de inovação. 

Empresas bem geridas são mais resilientes e reconhecidas no mercado.

Legado que atravessa gerações

A governança protege o legado familiar, assegurando que valores, visão e propósito sejam transmitidos de forma consistente, atravessando gerações e fortalecendo a identidade da empresa.

A conexão é clara: uma família unida e um negócio estruturado fortalecem-se mutuamente, abrindo espaço para a prosperidade no presente e sustentabilidade no futuro.

Como implementar a governança familiar: passo a passo

Implementar governança familiar exige planejamento, disciplina e visão estratégica, mas os resultados valem o esforço. Confira um passo a passo para começar:

Avalie a estrutura atual

Mapeie necessidades, desafios e expectativas da família e do negócio para identificar lacunas e prioridades.

Eduque sobre governança

Invista em workshops, sessões de formação e consultoria especializada. A compreensão e adesão de todos os envolvidos é essencial para o sucesso.

Defina valores e visão

Certifique-se de que família e empresa compartilham visão, propósito e valores, alinhando expectativas e criando uma base sólida para decisões futuras.

Elabore políticas e diretrizes

Estabeleça regras claras sobre participação familiar, distribuição de lucros, gestão de conflitos e sucessão, evitando ambiguidades e disputas futuras.

Estruture conselhos e responsabilidades

Crie conselhos de família, acionistas e, se necessário, de administração, definindo papéis, responsabilidades e limites claros para cada participante.

Estabeleça processos de decisão

Implemente mecanismos justos, transparentes e claros, determinando quando consultar conselheiros externos e como resolver disputas.

Comunicação eficiente

Promova diálogos abertos, regulares e saudáveis entre família e gestores, fortalecendo a confiança e colaboração.

Planejamento de sucessão

Prepare a empresa para transições de liderança, identificando e desenvolvendo sucessores com competência técnica e experiência profissional, internos ou externos à família.

Monitoramento e adaptação

A governança familiar deve ser dinâmica, revisando políticas e estruturas conforme mudanças na família e no mercado.

Assessoria externa

Consultores especializados podem trazer visão estratégica, credibilidade e suporte na sucessão, especialmente nos estágios iniciais da implementação.

Governança familiar: prática, estratégia e legado

Implementar governança familiar não é imediato. É um processo que exige preparo, estudo e visão de longo prazo, mas seus benefícios se refletem no crescimento sustentável do negócio, na harmonia familiar e na preservação do legado.
Nós do ABI entendemos esses desafios e por isso convidamos você a participar do Workshop “Governança leve, legado forte”, em 25/11/2025.

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